Nos últimos seis anos as exportações que incorporam conhecimento e tecnologia cresceram 30% e já valem 5690 milhões de euros. Há cada vez mais tecnológicas a nascer nas incubadoras, as empresas maduras como a WeDo ou a ROFF consolidam-se e há cada vez mais multinacionais a procurar Portugal.

Uma passagem pelos pólos de incubadoras da Uptec, o Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, é um exercício um pouco futurista, seja pelo ambiente, pelo ar grunge de dezenas de jovens que gravitam em torno dos computadores ou pelo nome das empresas que muitos criaram e tentam afirmar – Auditmark, Gisgeo, Adclick, 3Decide, entre muitas outras grafias estranhas.

O trabalho que esta geração de jovens quadros faz não é exclusivo do Porto – é fácil encontrar incubadoras ou aceleradoras de empresas em Braga, Aveiro, Coimbra ou Lisboa -, mas é um indicador que ajuda a explicar o surto das exportações de serviços com alta intensidade de tecnologia e de conhecimento registado na economia portuguesa nos últimos anos.

De acordo com as definições internacionais e os dados desagregados do Banco de Portugal trabalhados pela Agência Nacional de Inovação, o país exportou no ano passado 5690 milhões de euros destes serviços sofisticados, um valor que já supera o da indústria têxtil (4673 milhões).

in Público

 

 

Exportação de serviços de base científica e tecnológica já vale mais do que a indústria têxtil